Suspirou ela
Depois sorriu, possivelmente tentando entender o que estava fazendo
O cheiro de vinho barato amortecia a queda
Afastava a preocupação com o depois
- “E você é linda!”
Emendou ele, apostando uma possível resposta
Sorriu também e a beijou, sem uma deixa pra comentários
E assim bordaram o resto do dia, sem saber se realmente estavam bem
Se estavam vivos, ou se estavam na terra
A cama permanecia quente
Mas agora eles dançavam lá fora, na chuva, na lama, pra curar o mal
Pra lavar o sal do suor e fazer suas preces
Mataram suas dores, se doaram e entoaram outras canções
Até hoje não sabem o que se passou, ou fingem muito bem
A métrica cética nunca lhes funcionou
Talvez nem soubessem somar, só olhar...
Um ao outro, o sol posto e a lua por fim, luz.
(Bruno de Santana Cruz, 11/03/2013)
Mas agora eles dançavam lá fora, na chuva, na lama, pra curar o mal
Pra lavar o sal do suor e fazer suas preces
Mataram suas dores, se doaram e entoaram outras canções
Até hoje não sabem o que se passou, ou fingem muito bem
A métrica cética nunca lhes funcionou
Talvez nem soubessem somar, só olhar...
Um ao outro, o sol posto e a lua por fim, luz.
(Bruno de Santana Cruz, 11/03/2013)
"Chuvas de Dezembro" é um abeleza que tocou a minha alma..Parabéns ao autor!
ResponderExcluirBizy
Muito massa!!!
ResponderExcluiro meu predileto
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