Fugir deste destino pré-concebido e imoral que lhe fora imposto
Barato apenas era o cigarro, ou a caneta e guardanapo, ou a pior bebida do bar
Que estalando no fundo da garganta já não lhe fazia sentindo algum
Sentado em mais uma rua imunda, fedendo a esgoto
Decidia se era a carne ou o óbvio
Que lhe sustentava em pé nessa vida insana
Já não conseguia decifrar com quais palavras
Poderia contar pra vestir-se em suas festas encarnadas
No mundo em que se pôs a uivar.
Três, quatro, cinco, oito da manhã
Seus olhos eram vermelhos de um sono profundo
Do qual não conseguia provar
A luz no fim do túnel era verde, de limo, escorregadia
Que lhe escapava sempre ao cair da tarde
Levava desse jeito as coisas, pra não pensar muito
Pra não doer demais, pra não sobrar nem parte, nem arte
Nem molho, nem sopro, que o pudesse sussurrar novamente, ates do início do dia.
(Bruno de Santana Cruz, 08/06/2013)
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