quarta-feira, 12 de junho de 2013

Uma mudança de planos

“Você não pode obrigar ninguém a lhe amar”
Foi o que ela me disse antes de partir lá pela décima quarta vez
Acendeu seu cigarro cautelosamente
E partiu em meio a fumaça de ilusão

As lentes embasadas dos meus óculos
Identificavam suas porções de certezas
Dobrando a esquina pela última vez
Passos largos, de pressa, de quem queria voar

Peguei-me pensando mais uma vez
Sobre o quão frágil é todo esse lance de amor
Que a gente idealiza, monta, desmonta, desarma e cai da cama
É a vida começando a surgir no raiar do dia, na porta entreaberta do armário
Que eu me esqueci de fechar, da última vez que bebi.

(Bruno de Santana Cruz, 12/06/2013)

2 comentários:

  1. Ounn *--* Que lindo Brunito :)
    Inspirado no amor<3
    Beijo

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  2. Sim, é tudo uma idealização, uma projeção dos nossos sentidos.
    "O nosso amor a gente inventa... e quando acaba a gente pensa que ele nunca existiu", dizia Cazuza.

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